janeiro 01, 2010

Orientações - "Clube dos 30"

Sabendo da eficácia do livro, se lido em grupo, surgiu o GRUPO DOS TRINTA :

Uma opção simples de "fazer junto"(mesmo que individualmente) os exercícios encontrados na segunda parte do UCEM - Um Curso em Milagres. Esta forma, compreende em seguir a cada dia, os 30 ou 31 primeiros exercícios, conforme a seqüência dos dias do mês.
* Imagem de Joma Sipe
A cada mês, recomeçando do "01". O Livro de Exercícios tem ao todo 365, correspondentes a cada dia do ano.

O Grupo dos Trinta propõe, portanto, a repetição dos exercícios básicos, para aos poucos seguir com os demais.

Obs: Caso esqueça um dia ou outro, tome como base a data atual e continue conectado com o grupo maior, que atualmente estuda o UCEM.

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO - Livro de Exercícios do UCEM

Um fundamento teórico, tal como o Texto provê é necessário como uma estrutura para fazer com que as lições deste livro de exercícios sejam significativas. Contudo, é a prática dos exercícios que fará com que a meta do curso seja possível. "Uma mente sem treino nada pode realizar".

O propósito deste livro de exercícios é o de treinar a tua mente para pensar segundo as linhas propostas pelo Texto. Os exercícios são muito simples. Não requerem muito tempo e não importa onde sejam feitos. Não necessitam de nenhuma preparação.

O período de treino é um ano. Os exercícios são numerados de 1 a 365.
Não empreendas fazer mais do que uma lição por dia.

O livro de exercícios é dividido em duas seções principais: a primeira lida com a remoção do modo como vês agora e a segunda com a aquisição da verdadeira percepção. Com exceção dos períodos de revisão, os exercícios de cada dia são planejados à volta de uma idéia central que é declarada desde início. Essa idéia é seguida de uma descrição dos procedimentos específicos segundo os quais a idéia do dia deve ser aplicada.

O propósito do livro de exercícios é o treinar a tua mente de forma sistemática para uma percepção diferente de todos e de tudo no mundo.

Os exercícios são planejados para te ajudar a generalizar as lições de modo a que compreendas que cada uma delas é igualmente aplicável a todos e a tudo o que vês.

A transferência do treino em verdadeira percepção não ocorre tal como em qualquer processo de treino no mundo. Se a verdadeira percepção tiver sido conseguida em conexão com qualquer pessoa, situação ou evento, podes ter como certa a transferência total, para todos e para tudo.

Por outro lado, uma exceção mantida à parte da percepção verdadeira faz com que as suas realizações sejam impossíveis em qualquer lugar.

Assim, as únicas regras gerais a serem observadas do início ao fim são: primeiro, que os exercícios sejam praticados com grande especificidade, conforme será indicado. Isso ajudar-te-á a generalizar as idéias envolvidas com cada situação em que te encontrares, assim como a todos e a tudo nela. Segundo, certifica-te de não decidir por conta própria que há algumas pessoas, situações ou coisas às quais as idéias são inaplicáveis. Isso interferirá com a transferência do treino. A própria natureza da percepção verdadeira é que ela não tem limites.

É o oposto do modo como vês agora. O objetivo geral dos exercícios é aumentar a tua capacidade de estender as idéias que estarás a praticar para incluir tudo. Isso não requererá nenhum esforço da tua parte. Os próprios exercícios reúnem em si as condições necessárias para esse tipo de transferência.

Poderá parecer-te difícil acreditar em algumas idéias que este livro de exercícios te apresenta; outras poderão parecer-te bastante surpreendentes. Isso não importa., simplesmente, te é pedido que as apliques tal como és dirigido a fazer. Não te é pedido para as julgares em absoluto. Só te é pedido que as uses.

É usando estas idéias que lhes encontrarás significado para e te aperceberás que são verdadeiras. Lembra-te apenas disto: não precisas acreditar nas idéias, não precisas aceitá-las nem sequer precisas de acolhê-las bem. A algumas delas podes resistir ativamente. Nada disso importará ou diminuirá a sua eficácia. Mas não te permitas fazer exceções ao aplicar as idéias contidas no livro de exercícios e usa-as, qualquer que sejam as tuas reações a elas.

Nada mais do que isso é requerido.

LIÇÃO 1

Nada do que eu vejo nesse lugar significa coisa alguma.

Agora olha vagarosamente à tua volta e pratica aplicando essa idéia, de modo muito específico, a qualquer coisa que vejas:

Essa mesa não significa nada. Essa cadeira não significa nada. Esse pé não significa nada. Essa mão não significa nada. Essa caneta não significa nada.

Então, olha além do que o que está imediatamente à tua volta e aplica a idéia a um âmbito mais amplo: Aquela porta não significa nada. Aquele corpo não significa nada. Aquela lâmpada não significa nada. Aquele cartaz não significa nada. Aquela sombra não significa nada. Nota que estas declarações não estão agrupadas em nenhuma ordem e não fazem nenhuma distinção quanto às diferenças entre os tipos de coisas às quais são aplicadas.

Esse é o propósito do exercício. A declaração deve ser meramente aplicada a qualquer coisa que vês. Ao praticares a idéia do dia, usa-a com total indiscriminação. Não tentes aplicá-las a tudo o que vês, pois estes exercícios não devem se tornar ritualísticos.

Apenas certifica-te de que nada do que vês seja especificamente excluído. Qualquer coisa é como qualquer outra no que concerne à aplicação da idéia.

Cada uma das três primeiras lições não deve ser praticada mais do que duas vezes por dia, de preferência pela manhã e à noite.

Também não se deve tentar fazê-las por mais de um minuto, aproximadamente, a menos que isso implique em uma sensação de pressa.

Uma sensação confortável de lazer é essencial.

LIÇÃO 2

Eu tenho dado a tudo o que vejo nesse lugar, todo o significado que tem para mim.

Os exercícios com essa idéia são os mesmos que os da primeira. Começa com as coisas que estão perto de ti e aplica a idéia a qualquer coisa sobre a qual o teu olhar pousar.

Depois, aumenta o âmbito para fora. Vira a cabeça para incluir o que quer que esteja em qualquer um dos lados. Se possível, vira-te e aplica a idéia àquilo que estava atrás de ti.

Continua sendo tão indiscriminado quanto for possível ao selecionar os sujeitos para a aplicação dessa idéia, não te concentres em nada em particular e não tentes incluir tudo o que vês em uma determinada área, ou introduzirás tensão.

Meramente dá uma olhada com naturalidade e razoável rapidez à tua volta, tentando evitar qualquer seleção por tamanho, brilho, cor, material, ou relativa importância para ti. Considera os sujeitos simplesmente como os vires.

Tenta aplicar o exercício com igual facilidade a um corpo ou a um botão, a uma mosca ou ao chão, a um braço ou a uma maçã.

O único critério para a aplicação da idéia a qualquer coisa é meramente que os teus olhos a tenham tocado. Não tentes incluir coisa alguma em particular, mas certifica-te de que nada seja especificamente excluído.

LIÇÃO 3

Eu não compreendo coisa alguma do que vejo nesse lugar.

Aplica essa idéia do mesmo modo que as anteriores, sem fazer qualquer tipo de distinção. O que quer que vejas vem a ser um sujeito apropriado para aplicar a idéia. Certifica-te de não questionar a adequação do que quer que seja para a aplicação da idéia.

Estes não são exercícios de julgamento. Qualquer coisa é adequada, desde que a vejas. Algumas das coisas que vês podem ter um significado emocionalmente carregado para ti. Tenta colocar esses sentimentos de lado e, meramente, usa-as assim como usarias outra coisa qualquer.

O sentido dos exercícios é o de ajudar-te para que limpes a tua mente de todas as associações passadas para veres as coisas exatamente como aparecem para ti agora e para que reconheças quão pouco realmente compreendes a respeito delas.

Portanto, é essencial que mantenhas uma mente perfeitamente aberta e desembaraçada de julgamento ao selecionar as coisas às quais a idéia para o dia deve ser aplicada. Para esse propósito uma coisa é como qualquer outra, igualmente adequada e, portanto, igualmente útil.

LIÇÃO 4

Esses pensamentos não significam nada. São como as coisas que eu vejo nesse lugar.

Distintos dos anteriores, estes exercícios não começam com a idéia para o dia. Nestes períodos de prática, começa notando os pensamentos que estão cruzando a tua mente durante mais ou menos um minuto. Em seguida, aplica a idéia a eles. Se já estiveres ciente de pensamentos infelizes, usa-os como sujeitos para a idéia. Todavia, não seleciones apenas os pensamentos que pensas que são maus. Acharás, treinando-te a olhar para os teus pensamentos, que representam tal uma mistura de que, de certa forma, nenhum deles pode ser chamado de bom ou mau. É por isso que não significam nada.

Ao selecionarmos os sujeitos para a aplicação da idéia de hoje, a especificidade usual é requerida. Não tenhas medo de usar tanto os pensamentos bons como os pensamentos maus. Nenhum deles representa os teus pensamentos reais, que estão sendo cobertos por eles. Os bons são apenas sombras daquilo que está além e sombras fazem com que seja difícil ver. Os maus são bloqueios para a vista e fazem com que seja impossível ver. Não queres nenhum dos dois.

Esse é um dos exercícios principais e será repetido de vez em quando de forma um pouco diferente. O objetivo aqui é o de treinar-te nos primeiros passos em direção à meta de separar o que é sem significado daquilo que é significativo. É uma primeira tentativa no propósito de longo alcance de aprenderes a ver o sem significado como estando fora de ti e o significativo dentro de ti. Também é o começo do treinamento da tua mente para reconhecer o que é o mesmo e o que é diferente.

Ao usares os teus pensamentos para a aplicação da idéia para o dia de hoje, identifica cada pensamento pela figura central ou evento que ele contém, por exemplo:

Esse pensamento sobre....... não significa nada. É como as coisas que vejo nesse lugar.

Também podes usar a idéia para algum pensamento em particular que reconheças como danoso. Essa pratica é útil, mas não é um substituto para os procedimentos mais casuais que devem ser seguidos para os exercícios. Contudo, não examines a tua mente por mais de um minuto aproximado. Ainda és por demais inexperiente para evitar uma tendência a preocupar-te de forma inútil.

Além disso, como estes exercícios são os quatro primeiros deste tipo, podes achar a suspensão de julgamento em conexão com os pensamentos particularmente difícil. Não repitas estes exercícios mais de três ou quatro vezes durante o dia. Nós voltaremos a eles mais tarde.

LIÇÃO 5

Eu nunca estou transtornada pela razão que imagino.

Essa idéia, como a precedente, pode ser usada com qualquer pessoa, situação ou evento que no teu pensamento estejam te causando dor. Aplica-a especificamente a qualquer coisa que acredites ser a causa do teu transtorno, usando para a descrição do sentimento quaisquer termos que te parecerem exatos.

O transtorno pode parecer ser medo, preocupação, depressão, ansiedade, raiva, ódio, ciúme ou inúmeras outras formas, das quais todas serão percebidas como diferentes. Isso não é verdadeiro, contudo, até aprenderes que a forma não importa, cada uma vem a ser um sujeito apropriado para os exercícios do dia. Aplicar a mesma idéia a cada uma delas separadamente é o primeiro passo para reconheceres que, em última instância, todas são a mesma.

Ao usares a idéia de hoje para algo que percebes como a causa específica de qualquer forma de transtorno, usa tanto o nome da forma na qual vês o transtorno quanto à causa a que tu o atribuis. Por exemplo:

Não estou com raiva de.... pela razão que imagino.
Não estou com medo de.... pela razão que imagino.

Todavia, mais uma vez, isso não deve substituir os períodos de prática em que primeiro procuras na tua mente as fontes do transtorno no qual acreditas e as formas do transtorno que pensas resultares delas.

Nestes exercícios, mais do que nos precedentes, podes achar difícil ser indiscriminado e evitar dar a alguns sujeitos maior peso do que a outros. Talvez ajude, se precederes os exercícios com a declaração:

Não há pequenos transtornos. Todos eles perturbam do mesmo modo a paz da minha mente.

Em seguida, examina a tua mente procurando o que quer que seja que esteja te afligindo, independente de achares que isso está te afligindo muito ou pouco. Também podes estar menos disposto a aplicar a idéia de hoje a algumas das coisas que percebes como fontes de transtorno mais do que as outras. Se isso ocorre, pensa primeiro no seguinte:

Eu não posso guardar essa forma de transtorno e abandonar as outras. Assim, para os propósitos destes exercícios, vou considerá-las todas como a mesma.

Então investiga a tua mente por não mais de um minuto e tanta identificar algumas formas diferentes de transtorno que estão te perturbando, independentemente da relativa importância que possas lhes dar. Aplica a idéia para o dia de hoje a cada uma delas, usando tanto o nome da fonte do transtorno como a percebes, quanto do sentimento como o experimentas. Outros exemplos são:

Eu não estou preocupada com ____ pela razão que imagino.
Eu não estou deprimida com ____ pela razão que imagino.

Três ou quatro vezes durante o dia é o suficiente.

LIÇÃO 6

Eu estou transtornada porque vejo algo que não existe.

Os exercícios com essa idéia são muito similares aos precedentes. Mais uma vez, para qualquer aplicação da idéia, é necessário citar tanto o nome da forma do transtorno (raiva, medo, preocupação, depressão...) quanto da fonte, tal como a percebes de modo bem específico. Por exemplo:

Eu estou com raiva de _____ porque vejo algo que não existe.
Eu estou preocupada com _____ porque vejo algo que não existe.

É útil aplicar a idéia de hoje a qualquer coisa que pareça transtornar-te e ela pode ser usada com proveito ao longo do dia para esse propósito. Todavia, os três ou quatro períodos de prática que são requeridos devem ser precedidos, como antes, de uma investigação da tua mente de cerca de um minuto, e a idéia deve ser aplicada a cada pensamento que te transtorne e que seja descoberto na investigação.

Mais uma vez, se resistes em aplicar a idéia a alguns pensamentos transtornadores mais do que a outros, lembra-te dos dois avisos colocados na lição anterior:

Não há pequenos transtornos. Todos eles são igualmente perturbadores para a paz da minha mente.
Eu não posso guardar essa forma de transtorno e abandonar as outras. Assim, para os propósitos destes exercícios, vou considerá-las todas como a mesma.

LIÇÃO 7

Eu só vejo o passado.

É particularmente difícil acreditar nesta idéia a princípio. No entanto, é o fundamento racional para todas as precedentes.
É a razão pela qual nada do que vejo significa coisa alguma.
É a razão pela qual dei a tudo o que vejo todo o significado que tem para mim.
É a razão pela qual não compreendo coisa alguma do que vejo.
É a razão pela qual meus pensamentos não significam coisa alguma e são como as coisas que vejo.
É a razão pela qual nunca estou transtornada pela razão que imagino.
É a razão pela qual estou transtornada por ver algo que não existe.

Idéias velhas sobre o tempo são muito difíceis de serem mudadas porque tudo aquilo em que acreditas tem as suas raízes no tempo e depende de não aprenderes estas novas idéias sobre ele. No entanto, é precisamente por isso que precisas de novas idéias sobre o tempo. Essa primeira idéia sobre ele não é realmente tão estranha quanto possa parecer de início.

Olha para uma xícara, por exemplo: vês uma xícara, ou estás meramente revendo as tuas experiências passadas de pegar uma xícara, estar sedento, beber, sentir a borda de uma xícara contra os teus lábios, tomar café, e assim por diante? E as tuas reações estéticas em relação à xícara, também não estão baseadas em experiências passadas? De que outra maneira saberias se, ao deixá-la cair, esse tipo de xícara quebraria ou não? O que sabes sobre essa xícara exceto o que aprendeste no passado? Exceto pelo teu aprendizado passado, não terias nenhuma idéia do que é essa xícara. Então, será que realmente a vês?

Olha à tua volta. Isso é igualmente verdadeiro para o que quer que seja que olhes. Reconhece isso aplicando a idéia para o dia de hoje indiscriminadamente a qualquer coisa que capte o teu olhar. Por exemplo:

Eu vejo só o passado nesse lápis.
Eu vejo só o passado nesse sapato.
Eu vejo só o passado naquele corpo.
Eu vejo só o passado naquele rosto.

Não te detenhas em nada em particular, mas lembra-te de não omitir nada especificamente. Dá uma olhada rápida em cada sujeito e então passa para o seguinte. Três ou quatro períodos de prática, cerca de um minuto cada um, serão suficientes.

LIÇÃO 8

A minha mente está preocupada com pensamentos passados.

Essa idéia é a razão pela qual vês só o passado. Ninguém vê coisa alguma realmente. Só é possível ver os próprios pensamentos projetados para fora. A preocupação da mente com o passado é a causa da concepção equivocada acerca do tempo da qual sofre o teu modo de ver. A tua mente não pode apreender o presente, que é o único tempo que existe. Portanto, não pode compreender o tempo e não pode, de fato, compreender coisa alguma.

O único pensamento totalmente verdadeiro que alguém pode manter sobre o passado é que ele não está aqui. Pensar sobre ele de qualquer modo e, portanto, pensar em ilusões. Poucos compreenderam o que está, de fato, implicado em retratar o passado ou em antecipar o futuro. A mente está em branco quando faz isso, porque não está realmente pensando sobre coisa alguma.
O propósito dos exercícios para o dia de hoje é começar a treinar a tua mente a reconhecer quando não está realmente pensando em absoluto.

Enquanto idéias sem pensamento preocupam a tua mente, a verdade é bloqueada. Reconhecer que a tua mente tem estado apenas em branco, ao invés de acreditar que está cheia de idéias reais, é o primeiro passo para abrir o caminho para a visão.

Os exercícios para o dia de hoje devem ser feitos de olhos fechados. Isso porque, de fato, não podes ver coisa alguma e é mais fácil reconhecer que, por mais vívido que seja o retrato que possas fazer de um pensamento, não estás vendo coisa alguma. Com o menor investimento possível, investiga a tua mente por cerca de um minuto, como de costume, apenas notando os pensamentos que lá achares. Cita cada um deles pela figura central ou tema que contenha e passa para o seguinte. Começa o período de prática dizendo:

Eu pareço estar pensando sobre...
Em seguida, cita cada um dos teus pensamentos especificamente, por exemplo:
Eu pareço estar pensando sobre (nome de uma pessoa), sobre (nome de um objeto), sobre (nome de uma emoção).

E assim por diante, concluindo no final do período de exame da mente com:

Mas a minha mente está preocupada com pensamentos passados.

Isso pode ser feito quatro ou cinco vezes durante o dia, a menos que aches que te irrita. Se achares que é penoso, três ou quatro vezes são suficientes. Contudo, podes achar útil incluir a tua irritação ou qualquer emoção a que a idéia para o dia de hoje possa induzir no próprio exame da mente.

LIÇÃO 9

Eu não vejo nada tal como é agora.

Essa idéia, obviamente, decorre das duas precedentes. Mas, embora possas ser capaz de aceitá-la intelectualmente, é pouco provável que signifique alguma coisa para ti por enquanto. Contudo, a compreensão não é necessária neste ponto. De fato, o reconhecimento de que não compreendes é um pré-requisito para desfazer tuas falsas idéias. Estes exercícios concernem à prática, não à compreensão. Não precisas praticar aquilo que já compreendes. Ter como objetivo a compreensão e assumir que já a tens seria, de fato, andar em círculos.

É difícil para a mente não treinada acreditar que aquilo que ela parece retratar não existe. Essa idéia pode ser bastante perturbadora e pode e pode encontrar uma resistência ativa sob inúmeras formas. Mas isso não impede a sua aplicação. Nada mais do que isso é requerido para estes exercícios ou quaisquer outros. Cada pequeno passo esclarecerá um pouco da escuridão, e a compreensão finalmente virá para iluminar cada canto da mente que tenha sido esvaziado dos entulhos que o obscurecem.

Estes exercícios, para os quais bastam três ou quatro períodos de prática, envolvem olhar à tua volta e aplicar a idéia para o dia a qualquer coisa que vês, lembrando-te da necessidade de uma aplicação indiscriminada e da regra essencial de nada excluir. Por exemplo:

Eu não vejo esse computador tal como é agora.
Eu não vejo esse telefone tal como é agora.
Eu não vejo esse braço tal como é agora.

Começa com as coisas mais próximas de ti e depois estende o teu âmbito para fora:
Eu não vejo aquele portão tal como é agora.
Eu não vejo aquela árvore tal como é agora.
Eu não vejo aquele rosto tal como é agora.

Enfatiza-se mais uma vez que, embora não devas tentar a inclusão completa, tens que evitar qualquer exclusão específica. Certifica-te de estar sendo honesto contigo mesmo ao fazer essa distinção. Podes ser tentado a obscurecê-la.

LIÇÃO 10

Os meus pensamentos não significam coisa alguma.

Essa idéia se aplica a todos os pensamentos dos quais estejas ciente, ou venhas a estar ciente durante os períodos de prática. A razão de essa idéia ser aplicável a todos eles é que não são os teus pensamentos reais. Já fizemos essa distinção antes e a faremos novamente. Ainda não tens base para comparação. Quando tiveres, não terás dúvidas de que o que antes acreditavas serem os teus pensamentos, não significavam coisa alguma.

Essa é a segunda vez que usamos esse tipo de idéia. A forma é apenas ligeiramente diferente. Dessa vez, a idéia é introduzida com Meus pensamentos, ao invés de esses pensamentos, e nenhuma ligação explícita é feita com as coisas ao teu redor. A ênfase está agora na falta de realidade daquilo que pensas que pensas.

Esse aspecto do processo de correção começou com a idéia de que os pensamentos dos quais estás ciente são sem significado, estão fora ao invés de dentro de ti e, então, enfatizou-se o seu status passado ao invés do presente. Agora estamos enfatizando que a presença desses pensamentos significa que não estás pensando. Essa é apenas uma outra maneira de repetir a nossa declaração anterior de que a tua mente está realmente em branco. Reconhecer isso é reconhecer o nada quando pensas que o vês. Como tal, esse é o pré-requisito para a visão.

Fecha os olhos para estes exercícios e começa-os repetindo a idéia para o dia de hoje bem lentamente para ti mesmo. Depois, acrescenta:

Essa idéia me ajudará a liberar-me de tudo em que eu acredito agora.
Os exercícios consistem, como antes, em investigar na tua mente todos os pensamentos que estejam disponíveis para ti, sem seleção ou julgamento. Tenta evitar qualquer tipo de classificação. De fato, se achares que pode ser útil, poderias imaginar que estás vendo uma procissão estranhamente agrupada passar, com pouco ou nenhum significado pessoal para ti. À medida que cada um cruza a tua mente, dize:

Meu pensamento sobre _____ não significa coisa alguma.
Meu pensamento sobre _____ não significa coisa alguma.

O pensamento de hoje pode obviamente servir para qualquer pensamento que te aflija em qualquer momento. Além disso, são recomendados cinco períodos de prática, cada um com aproximadamente um minuto no máximo de exame mental. Não é recomendável que esse período seja estendido, e ele deve ser reduzido para meio minuto ou até menos, se experimentares desconforto. Lembra-te, contudo, de repetir a idéia lentamente antes de aplicá-la de forma especifica e também de acrescentar:

Essa idéia me ajudará a liberar-me de tudo em que eu acredito agora.

LIÇÃO 11

Os meus pensamentos sem significado estão me mostrando um mundo sem significado.

Essa é a primeira idéia que temos que está relacionada com uma fase principal do processo de correção: a reversão do modo de pensar do mundo. Parece que o mundo determina o que percebes.

A idéia para o dia de hoje introduz o conceito de que os teus pensamentos determinam o mundo que vês. Fica contente, de fato, por praticar a idéia na sua forma inicial, pois nesta idéia a tua liberação está assegurada. Nela está a chave para o perdão.

Os períodos de prática da idéia de hoje devem ser empreendidos de um modo um pouco diferente dos anteriores. Começa com os olhos fechados e repete a idéia lentamente para ti mesmo. Em seguida, abre os olhos e olha ao teu redor para perto e para longe, para cima e para baixo, para qualquer lugar. Durante o minuto aproximado que vais passar usando a idéia, meramente repete-a para ti mesmo, estando seguro de fazê-lo sem pressa e sem nenhuma sensação de urgência ou esforço.

Para fazer estes exercícios com o máximo benefício, teus olhos devem mover-se de uma coisa para outra de forma razoavelmente rápida, já que não devem deter-se em nada em particular. Contudo, as palavras devem ser usadas sem pressa, até mesmo de maneira descansada. A introdução a essa idéia, em particular, deve ser praticada da forma mais casual possível. Ela contém o fundamento para a paz, o relaxamento e a libertação de preocupações que estamos tentando conseguir. Ao concluir os exercícios, fecha os olhos e repete a idéia lentamente para ti mesmo mais uma vez.

Hoje, três períodos de prática provavelmente serão suficientes, mas se houver pouco ou nenhum mal-estar e se te sentires inclinado a fazer mais, até mesmo cinco períodos podem ser empreendidos. Mais do que isso não é recomendado.

LIÇÃO 12

Eu estou transtornada porque vejo um mundo sem significado.

A importância dessa idéia está no fato de que ela contém uma correção para uma das principais distorções perceptivas. Pensas que o que te transtorna é um mundo assustador ou um mundo triste, ou um mundo violento, ou um mundo insano. Todos estes atributos são dados a ele por ti. O mundo em si mesmo é sem significado.

Estes exercícios são feitos com os olhos abertos. Olha ao teu redor, dessa vez bem lentamente. Tenta compassar a ti mesmo de maneira que a passagem lenta do teu olhar de uma coisa para outra envolva um intervalo de tempo razoavelmente constante.

Não permitas que o tempo da passagem venha a ser notadamente mais longo ou mais curto, mas tenta, em vez disso, manter um compasso medido e uniforme do início ao fim. O que vês não importa. É isso que estás ensinando a ti mesmo ao dar a qualquer coisa sobre a qual o teu olhar pousar igual atenção e tempo igual.

Esse é um passo inicial na aprendizagem de dar igual valor a todas elas.
Ao olhar ao teu redor, dize a ti mesmo: "Eu penso que vejo um mundo amedrontador, um mundo perigoso, um mundo hostil, um mundo triste, um mundo perverso, um mundo louco..."

E assim por diante, usando quaisquer termos descritivos que possam te ocorrer. Se termos que parecem positivos em vez de negativos te ocorrerem, inclua-os. Por exemplo, poderias pensar num mundo bom, ou num mundo satisfatório. Se tais termos te ocorrerem, usa-os junto com os outros. Podes ainda não compreender porque esses adjetivos agradáveis têm lugar nestes exercícios, mas lembra-te que um mundo bom implica em um mau e um mundo satisfatório implica em um insatisfatório. Todos os termos que cruzarem a tua mente são sujeitos adequados para os exercícios de hoje. A sua qualidade aparente não importa. Certifica-te de não alterar os intervalos de tempo entre as aplicações da idéia para o dia de hoje ao que pensas que é aprazível e ao que pensas que é desprazível. Para os propósitos destes exercícios, não há nenhuma diferença entre eles.

No final do período de prática, acrescenta: "Mas eu estou transtornada porque vejo um mundo sem significado." Aquilo que é sem significado não é bom nem mau. Então, porque um mundo sem significado deveria transtornar-te?

Se pudesses aceitar o mundo como algo sem significado e deixar a verdade ser escrita sobre ele para ti, isso te faria indescritivelmente feliz. Mas, por ser sem significado, tu és impelido a escrever nele o que querias que ele fosse. É isso que vês nele. É isso o que é sem significado na verdade.

Por baixo das tuas palavras está escrito o Verbo de Deus. A verdade te transtorna agora, mas quanto as tuas palavras tiverem sido apagadas, tu verás as Suas. Este é o propósito fundamental destes exercícios.

Três ou quatro vezes são suficientes para a prática da idéia para o dia de hoje.
Os períodos de prática também não devem exceder um minuto. Podes achar até mesmo isso longo demais.

Termina os exercícios ao experimentar uma sensação de tensão.

LIÇÃO 13

Um mundo sem significado gera medo.

A idéia para o dia de hoje é realmente uma outra forma da precedente, exceto pelo fato de ser mais específica em relação à emoção despertada. De fato, um mundo sem significado é impossível. Nada sem significado existe. Todavia, disso não decorre que não pensarás que percebes algo que não tenha significado, pelo contrário, estarás particularmente propenso a pensar que o percebes.

O reconhecimento da falta de significado desperta intensa ansiedade em todos os separados. Representa uma situação na qual Deus e o ego desafiam um ao outro, quanto à autoria do significado do que deve ser escrito no espaço vazio que a falta de significado provê. O ego se lança freneticamente para lá estabelecer as suas próprias idéias, amedrontado que, de outra forma, o vazio possa ser usado para demonstrar a sua própria impotência e irrealidade. E somente nisso ele está correto.

É essencial, portanto, que aprendas a reconhecer aquilo que é sem significado e aceitá-lo sem medo. Se estiveres amedrontado, é certo que dotaras o mundo com atributos que ele não possui e o apinharás de imagens que não existem. Para o ego, as ilusões são dispositivos de segurança, assim como tem que ser também para ti, que te igualas ao ego.

Os exercícios para o dia de hoje, que deverão ser feitos cerca de três a quatro vezes, por não mais de cerca de um minuto no máximo de cada vez, devem ser praticados de um modo um pouco diferente dos precedentes. Com os olhos fechados, repete a idéia de hoje para ti mesmo. Então, abre os olhos e olha lentamente ao teu redor, dizendo:
Eu estou olhando para um mundo sem significado.

Repete essa declaração para ti mesmo enquanto olha à tua volta. Então, fecha os olhos e conclui com:

Um mundo sem significado gera medo porque eu penso que estou em competição com Deus.
Podes achar difícil evitar a resistência de uma forma ou de outra a essa declaração conclusiva. Qualquer que seja a forma que essa resistência possa tomar, lembra-te de que estás realmente com medo de tal pensamento por causa da vingança do inimigo. Não se espera que acredites nesta declaração a essa altura e provavelmente a descartarás como prepóstera. Contudo, observa cuidadosamente qualquer sinal de medo, manifestado ou reprimido, que ela possa despertar.

Essa é a nossa primeira tentativa em declarar uma relação explícita de causa e efeito de um tipo que tu ainda és muito inexperiente em reconhecer. Não te detenhas na declaração conclusiva e tenta nem pensar nela exceto durante os períodos de prática. No momento presente isso será suficiente.

LIÇÃO 14

Deus não criou um mundo sem significado.

A idéia para o dia de hoje é, evidentemente, a razão pela qual um mundo sem significado é impossível. O que Deus não criou não existe. E tudo o que existe, existe tal como Ele o criou. O mundo que vês nada tem a ver com a realidade. Foi feito por ti e não existe.

Os exercícios para o dia de hoje devem ser praticados com os olhos fechados do início ao fim. O período de exame da mente deve ser curto, um minuto no máximo. Não tenhas mais do que três períodos de prática com a idéia para o dia de hoje, a menos que os ache confortáveis. Se isso acontecer, será porque realmente compreendes para que servem.

A idéia para o dia de hoje é um outro passo no aprendizado de abandonar os pensamentos que tens escrito no mundo e de veres em seu lugar o Verbo de Deus. Os passos iniciais nessa troca, que verdadeiramente pode ser chamada de salvação, podem ser bastantes difíceis e até bastante dolorosos. Alguns deles te conduzirão diretamente ao medo. Tu não serás deixado lá. Irás muito além disso. A nossa direção é rumo à perfeita segurança e à perfeita paz.

Com os olhos fechados, pensa em todos os horrores do mundo que cruzam a tua mente. Cita cada um à medida que te ocorre e, em seguida, nega sua realidade. Deus não o criou, portanto, não é real. Dize, por exemplo:

Deus não criou aquela guerra, portanto ela não é real.
Deus não criou aquele acidente de avião, portanto, ele não é real.
Deus não criou aquele desastre, portanto, ele não é real.

Outros sujeitos adequados para a aplicação da idéia do dia de hoje também incluem qualquer coisa que tenhas medo que possa te acontecer, ou a qualquer pessoa com quem estejas preocupado. Em cada caso, cita o desastre, especificamente. Não uses termos genéricos. Por exemplo, não digas: Deus não criou a enfermidade, mas Deus não criou o câncer, ou ataques cardíacos, ou qualquer coisa que possa te provocar medo. Estás olhando para o teu repertório pessoal de horrores. Essas coisas são parte do mundo que tu vês. Algumas delas são ilusões compartilhadas e outras fazem parte do teu inferno pessoal. Isso não importa. Aquilo que Deus não criou só pode estar na tua própria mente, à parte da Sua. Portanto, não tem nenhum significado.

Em reconhecimento deste fato, conclui os períodos de prática repetindo a idéia para o dia de hoje:

Deus não criou um mundo sem significado.

A idéia de hoje pode, obviamente, ser aplicada a qualquer coisa que te perturbe durante o dia, fora dos períodos de prática. Sê muito específico ao aplicá-la. Dize:

Deus não criou um mundo sem significado. Ele não criou (especifica a situação que está te perturbando) e, portanto, isso não é real.

LIÇÃO 15

Meus pensamentos são imagens que eu fiz.

Como os pensamentos que pensas que pensas aparecem em imagens, tu não os reconheces como nada. Pensas que os pensas e, assim, tu pensas que os vês. Foi assim que o teu ver foi feito. Essa é a função que tens dado aos olhos do teu corpo. Isso não é ver. É fazer imagens. Isso toma o lugar do ver, substituindo a visão por ilusões.

Essa idéia introdutória ao processo de fazer imagens que chamas de ver, não terá muito significado para ti. Começarás a compreendê-la quanto tiveres visto pequenas réstias de luz em torno dos mesmos objetos familiares que vês agora. Esse é o começo da visão real. Podes estar certo de que a visão real virá rapidamente, uma vez que isso tiver ocorrido.

À medida que avançamos, podes ter muitos episódios de luz. Eles podem tomar muitas formas diferentes, algumas das quais bastante inesperadas. Não tenhas medo. São sinais de que estás, enfim, abrindo os teus olhos. Eles não persistirão, pois meramente simbolizam a percepção verdadeira e não estão relacionados com o conhecimento. Estes exercícios não te revelarão conhecimento. Mas prepararão o caminho para ele.

Ao praticar a idéia para o dia de hoje, repete-a primeiro para ti mesmo e depois aplica-a a qualquer coisa que vês ao teu redor, citando seu nome e deixando teus olhos descansarem sobre ele enquanto dizes:

Este (a) _____ é uma imagem que tenho feito. Aquele (a) _____é uma imagem que eu tenho feito.

Não é necessário incluir um grande número de sujeitos específicos para a aplicação da idéia de hoje. É necessário, porém, continuar a olhar para cada sujeito enquanto repetes a idéia para ti mesmo. A idéia deve ser repetida bem lentamente a cada vez.

Embora obviamente não sejas capaz de aplicar a idéia a um número muito grande de coisas, no minuto aproximado de prática que é recomendado, tenta fazer a seleção da forma mais casual possível. Menos de um minuto será suficiente para os períodos de prática, se começares a te sentir inquieto. Não tenhas mais do que três períodos de aplicação para a idéia de hoje, a menos que te sintas completamente confortável com ela e não ultrapasses quatro vezes. Contudo, a idéia pode ser aplicada como for necessário ao longo do dia.

Os pensamentos que eu penso que penso aparecem em imagens. Eu, então, penso que os vejo.

LIÇÃO 16

Eu não tenho pensamentos neutros.

A idéia para o dia de hoje é um passo inicial para dissipar a crença de que os teus pensamentos não têm efeito.

Tudo o que vês é o resultado dos pensamentos. Não há nenhuma exceção para esse fato. Os pensamentos não são grandes ou pequenos, poderosos ou fracos. Eles são apenas verdadeiros ou falsos. Aqueles que são verdadeiros criam à sua própria semelhança. Aqueles que são falsos fazem à semelhança deles. Não existe nenhum conceito mais contraditório em si mesmo do que o de pensamentos vãos. Aquilo que dá origem à percepção de todo um mundo dificilmente pode ser chamado vão. Cada pensamento que tens contribui para a verdade ou para a ilusão, ou estende a verdade ou multiplica as ilusões. De fato, podes multiplicar o nada, mas não o estenderás ao fazê-lo.

Além de reconheceres que os teus pensamentos nunca são vãos, a salvação requer que tu também reconheças que cada pensamento que tens traz ou a paz ou a guerra, ou o amor ou o medo. Um resultado neutro é impossível. Há uma tal tentação para descartar os pensamentos de medo como sem importância, triviais e indignos de que te incomodes com eles, que é essencial que reconheças a todos, não apenas como igualmente destrutivos, mas também igualmente irreais. Praticaremos essa idéia de muitas formas antes que tu realmente a compreendas.

Ao aplicar a idéia para o dia de hoje, examina a tua mente por cerca de um minuto com os olhos fechados, e busca ativamente não ignorar nenhum ‘pequeno’ pensamento que possa tender a eludir o exame. Isso é bastante difícil até te acostumares. Acharás que ainda é difícil para ti não fazer distinções artificiais. Todo pensamento que te ocorrer, independentemente das qualidades que lhe designes, é um sujeito adequado para a aplicação da idéia de hoje.

Durante os períodos de prática, primeiro repete a idéia para ti mesmo e, em seguida, à medida que cada um cruzar a tua mente, mantenha-o na consciência enquanto dizes a ti mesmo:

Esse pensamento sobre _____não é um pensamento neutro.
Aquele pensamento sobre _____não é um pensamento neutro.

Como de costume, usa a idéia para o dia de hoje sempre que estiveres ciente de algum pensamento em particular que te provoque mal-estar. Para esse propósito, sugere-se a seguinte forma:

Esse pensamento sobre _____não é um pensamento neutro porque eu não tenho pensamentos neutros.

São recomendados quatro ou cinco períodos de prática, se achá-los relativamente fáceis. Se for experimentada alguma tensão, três serão suficientes. A duração do período dos exercícios também deve ser reduzida se houver desconforto.

LIÇÃO 17

Eu não vejo coisas neutras.

Essa idéia é um outro passo em direção à identificação da causa e do efeito como realmente operam no mundo. Não vês coisas neutras porque não tens pensamentos neutros. É sempre o pensamento que vem primeiro, apesar da tentação de acreditares que é ao contrário. O modo de pensar do mundo não é esse, mas tens que aprender que é o modo como pensas. Se não fosse assim, a percepção não teria causa e seria, ela própria, a causa da realidade. Em vista da sua natureza altamente variável, isso é pouco provável.

Ao aplicar a idéia para o dia de hoje, dize a ti mesmo, com os olhos abertos:

Eu não vejo coisas neutras porque não tenho pensamentos neutros.
Então, olha à tua volta, descansando o teu olhar em cada coisa que notares durante o tempo suficiente para dizer:
Eu não vejo um (a) _____neutro (a), porque os meus pensamentos sobre _____ não são neutros.

Por exemplo, poderias dizer:

Eu não vejo uma parede neutra, porque os meus pensamentos sobre paredes não são neutros.
Eu não vejo um corpo neutro porque os meus pensamentos sobre corpos não são neutros.

Como de costume, é essencial que não faças distinções entre o que acreditas ser animado ou inanimado, aprazível ou desprazível. Independente do que possas acreditar, não vês coisa alguma que seja realmente viva ou realmente alegre. Isso é assim porque tu ainda não estás ciente de qualquer pensamento realmente verdadeiro e, portanto, realmente feliz.

Três ou quatro períodos de prática específicos são recomendados e, no mínimo três são requeridos para aproveitamento máximo, mesmo se experimentares resistência. Porém, se o fizeres, a duração do período de prática pode ser reduzida para menos do que o minuto aproximado que é recomendado se isso não ocorrer.

LIÇÃO 18

Eu não estou sozinha ao experimentar os efeitos do que vejo.

A idéia para o dia de hoje é um outro passo no aprendizado de que os pensamentos que dão origem àquilo que vês nunca são neutros ou sem importância. Ela também enfatiza a idéia de que as mentes são unidas, à qual será dada maior ênfase mais adiante.

A idéia de hoje não se refere tanto ao que vês quanto ao modo como tu o vês. Portanto, os exercícios para hoje enfatizam esse aspecto da tua percepção. Os três ou quatro períodos de prática que são recomendados devem ser feitos da seguinte forma:

Olha à tua volta, selecionando os sujeitos para a aplicação da idéia para o dia de hoje tão fortuitamente quanto for possível e mantém os teus olhos sobre cada um deles o tempo suficiente para dizeres:

Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos de como vejo _____.

Conclui cada período de prática repetindo a declaração mais genérica:

Eu não estou sozinha ao experimentar os efeitos do que vejo.

Um minuto aproximado, ou até menos, será suficiente para cada período de prática.

LIÇÃO 19

Eu não estou sozinha ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.

A idéia para o dia de hoje é, obviamente, a razão pela qual o que vês não afeta só a ti. Notarás que, algumas vezes, as idéias relacionadas com o modo de pensar precedem aquelas relacionadas com a percepção, enquanto que outras vezes a ordem é revertida. A razão disso é que a ordem não importa. O pensamento e os seus resultados são realmente simultâneos, pois causa e efeito nunca estão separados.

Hoje estamos enfatizando mais uma vez o fato de que as mentes são unidas. Raramente essa idéia é totalmente bem recebida de início, já que parece trazer consigo um enorme senso de responsabilidade, e pode até ser considerada como uma invasão de privacidade. No entanto, é fato que não existem pensamentos privados. Apesar da tua resistência inicial a esta idéia, tu ainda compreenderás que isso não pode deixar de ser verdadeiro, se é que a salvação é possível de qualquer modo. E a salvação tem que ser possível porque é a Vontade de Deus.

O minuto aproximado de exame da mente que os exercícios de hoje requerem, deve ser empreendido com os olhos fechados. Primeiro, a idéia para o dia de hoje deve ser repetida e, então, a mente deve ser cuidadosamente examinada em busca dos pensamentos que contém naquele momento. Ao considerar cada um, cita-o em termos da pessoa ou do tema central que ele contém, e mantendo-o em tua mente ao fazê-lo, dize:

Não estou sozinho ao experimentar os efeitos desse pensamento sobre _____.

O requisito de selecionar sujeitos para os períodos de prática com a máxima indiscriminação possível já deve ser bastante familiar para ti agora, e não será mais repetido a cada dia, embora possa vir a ser incluído ocasionalmente como um lembrete. Não esqueças, porém, que a seleção fortuita de sujeitos para todos os períodos de prática continua sendo essencial até o final. A falta de ordem conectada a isso finalmente fará com que o reconhecimento da falta de ordem de dificuldades em milagres seja significativo para ti.

Além da aplicação da idéia para o dia de hoje ‘de acordo com a necessidade’, pelo menos três períodos de prática são requeridos, diminuindo a duração do tempo envolvido se for necessário. Não tentes mais do que quatro.

LIÇÃO 20

Eu estou determinada a ver.

Até agora, temos sido bastante casuais em relação aos nossos períodos de prática. Não houve propriamente nenhuma tentativa de definir o momento em que estes devem ser empreendidos, o esforço requerido tem sido mínimo e, nem mesmo cooperação ativa e interesse foram pedidos. Essa abordagem tem sido intencional e muito cuidadosamente planejada. Não perdemos de vista a importância crucial da reversão do teu modo de pensar. A salvação do mundo depende disso. No entanto, não verás, se consideras a ti mesmo como se fosses coagido, ou entregando-te ao ressentimento e à oposição.

Essa é a nossa primeira tentativa de introduzir uma estrutura. Não a interpretes equivocadamente como um esforço no sentido de exercer força ou pressão. Queres a salvação. Queres ser feliz. Queres paz. Não a tens agora porque a tua mente é totalmente indisciplinada e não podes distinguir entre a alegria e o pesar, o prazer e a dor, o amor e o medo. Estás aprendendo agora como distingui-los. E de fato, será grande o teu galardão.

A tua decisão de ver é tudo o que a visão requer. O que queres é teu. Não te equivoques considerando o pequeno esforço que te é pedido como uma indicação de que a nossa meta é de pouco valor. É possível que a salvação do mundo seja um propósito trivial? E é possível que o mundo seja salvo se tu não o és? Deus tem um Filho, e ele é a ressurreição e a vida. A sua vontade é feita porque todo o poder é dado a ele no Céu e na Terra. Na tua determinação em ver, a visão te é dada.

Os exercícios para o dia de hoje consistem em lembrar a ti mesmo durante todo o dia que queres ver. A idéia de hoje também implica, tacitamente, o reconhecimento de que não vês agora. Portanto, ao repetires a idéia, estás declarando que estás determinado a mudar o teu presente estado por um melhor, aquele que realmente queres.

Repete a idéia para o dia de hoje lenta e positivamente pelo menos duas vezes por hora durante esse dia, tentando fazê-lo a cada meia hora. Não te aflijas se esqueceres de fazer isso, mas faze um esforço real para lembrar-te.

As repetições extras devem ser aplicadas a qualquer situação, pessoa ou evento que te transtorne. Podes vê-los de maneira diferente, e verás. O que desejas, tu verás. Tal é a lei real de causa e efeito assim como opera no mundo.

LIÇÃO 21

Eu estou determinada a ver as coisas de modo diferente.

A idéia para o dia de hoje é, obviamente, uma continuação e uma extensão da precedente. Porém dessa vez são necessários períodos específicos de exame da mente, além de aplicar a idéia situações particulares que possam surgir. Cinco períodos de pratica são recomendados e deve-se dar um minuto completo para cada um.
Nos períodos de prática, começa repetindo a idéia para ti mesmo. Depois, fecha os olhos e examina com cuidado a tua mente, procurando situações passadas, presentes ou antecipadas que te despertem raiva. A raiva pode tomar a forma de qualquer reação, desde a mais leve irritação até a fúria. A graduação da emoção que experimentas não importa. Tu virás a ser cada vez mais ciente de que um leve toque de aborrecimento nada mais é do que um véu encobrindo intensa fúria.

Tenta, portanto, não deixar que os pequenos pensamentos de raiva te escapem durante os períodos de prática. Lembra-te de que não reconheces realmente aquilo que desperta raiva em ti, e nada do que acreditas em relação a isso significa coisa alguma. Provavelmente serás tentado a demorar-te mais em certas situações ou pessoas do que em outras, com a justificativa falaciosa de que são mais óbvias. Isso não é assim. É meramente um exemplo da crença segundo a qual algumas formas de ataque são mais justificadas do que outras.

Ao investigar a tua mente procurando todas as formas nas quais pensamentos de ataque se apresentam, mantém cada uma em mente, enquanto dizes a ti mesmo:

Estou determinado a ver _____ (nome da pessoa) de modo diferente.
Estou determinado a ver _____ (especifica a situação) de modo diferente.

Tenta ser tão específico quanto for possível. Podes, por exemplo, focalizar a tua raiva num atributo particular de uma pessoa em particular, acreditando que a raiva se limita a esse aspecto. Se a tua percepção está sofrendo dessa forma de distorção, dize:

Estou determinado a ver _____ (especifica o atributo) em _____ (nome da pessoa) de modo diferente.

LIÇÃO 22

O que eu vejo é uma forma de vingança.

A idéia para o dia de hoje descreve precisamente o modo como alguém, que mantém pensamentos de ataque em sua mente, tem que ver o mundo. Tendo projetado a sua raiva sobre o mundo, ele vê a vingança prestes a golpeá-lo. Assim, seu próprio ataque é percebido como autodefesa. Isso vem a ser um círculo vicioso sempre crescente até que ele esteja voluntariamente disposto a mudar o seu modo de ver. Caso contrário, pensamentos de ataque e de contra-ataque o preocuparão e povoarão o seu mundo inteiro. Que paz pode ele ter dentro da sua mente nesse caso?

É dessa fantasia selvagem que queres escapar. Não é uma notícia alegre ouvir que isso não é real? Não é uma descoberta feliz descobrir que podes escapar? Fizeste aquilo que queres destruir: tudo o que odeias e queres atacar e matar. Tudo aquilo que temes não existe. Olha para o mundo ao teu redor pelo menos cinco vezes no dia de hoje, durante um minuto no mínimo a cada vez. Ao mover os olhos lentamente de um objeto para outro, de um corpo para outro, dize a ti mesmo:

Eu só vejo o que é perecível.
Eu não vejo nada que vá durar.

Ao final de cada período de prática, pergunta a ti mesmo:

O que eu vejo não é real.
O que eu vejo é uma forma de vingança.
É esse o mundo que eu realmente quero ver?

A resposta é certamente óbvia.